Empreendedorismo jurídico: por que é preciso pensar nesse assunto?

O empreendedorismo jurídico representa um diferencial para todas as organizações, e ele é importante para que as companhias consigam se destacar no seu segmento de atuação, gerando mais valor e credibilidade no mercado.

Diante dessa realidade, o profissional de direito precisa se atualizar, caso queira alcançar o sucesso na carreira. Isso porque, empreender nas empresas é importante em qualquer área, e não é diferente no setor jurídico.

O profissional empreendedor descobre maneiras inovadoras de oferecer produtos e serviços de forma a se destacar no seu segmento de atuação e, ainda, procura oportunidades inéditas, que sejam rentáveis e valorizem as empresas em que trabalham.

Nesse cenário, para empreender, o profissional não precisa sair da empresa, mas é necessário encontrar condições favoráveis para se desenvolver na corporação para a qual trabalha.

Neste post vamos falar por que é preciso pensar em empreendedorismo jurídico. Acompanhe!

Qual a importância de exercer o empreendedorismo jurídico?

As empresas, cada vez mais, precisam de diferenciais competitivos para se destacarem em seus mercados de atuação. O empreendedorismo jurídico colabora para isso à medida que atua para manter a boa imagem da empresa, o que gera valor de mercado, além de uma série de outros benefícios.

O empreendedorismo jurídico pode ser comparado ao intraempreendedorismo. Veja a definição:

O profissional, a partir de uma ideia, e recebendo a liberdade, incentivo e recursos da empresa onde trabalha, dedica-se entusiasticamente em transformá-la em um produto de sucesso. Não é necessário deixar a empresa onde atua, como faria o empreendedor, para vivenciar as emoções, riscos e gratificações de uma ideia transformada em realidade”.

Essa definição leva à reflexão de que o empreendedorismo é importante em qualquer empresa, mas o profissional de direito ainda tem uma certa dificuldade de exercê-lo. Para contornar essa situação, uma solução é investir em um curso de especialização, e uma oportunidade está na área de Compliance, que tem se mostrado uma das mais promissoras no segmento do direito empresarial na atualidade.

O que é Compliance e como ele pode ajudar o profissional que deseja empreender?

Compliance é um termo utilizado no meio corporativo para expressar a conformidade de uma determinada organização com relação às leis e regulamentos externos e internos. Dessa forma, uma empresa está em Compliance quando é capaz de atender todas as exigências legais relacionadas às atividades que exerce.

Infelizmente, a cultura de Compliance conquistou espaço no mercado brasileiro de forma tardia. Em meados da década de 90, instituições públicas e privadas aderiram ao compliance para conferir mais transparência ao seu trabalho. A estruturação dos processos foi baseada em organizações multinacionais, que traziam do exterior protocolos de conformidade.

No entanto, nos dias de hoje, as necessidades das empresas requerem que o trabalho envolvendo o Compliance vá além do estabelecimento de normas internas e de políticas de uso. É preciso aplicá-lo aos processos organizacionais de maneira ampla. Para tanto, é fundamental mapear minuciosamente os trabalhos da companhia, para que seja possível atuar de forma eficiente com relação às adequações das atividades ali realizadas.

Para que serve o Compliance e como o profissional atua?

Um programa de Compliance serve para, além de adequar as atividades da empresa, gerar informações seguras a respeito de sua atuação e manter o negócio funcionando. Ele também torna possível a implementação de boas práticas nas empresas, processo que ajuda a organização a construir uma boa reputação no mercado e entre seus consumidores.

Desse modo, é possível afirmar que o profissional de Compliance atua além da elaboração e publicação de políticas e procedimentos, direcionando as responsabilidades aos gestores de áreas. Sua função é auxiliar a companhia a previnir, identificar e remediar práticas de colaboradores que estejam em desacordo com as leis ou com as políticas internas, baseando sua atuação nos 9 Pilares do do Programa de Compliance. 

O que é necessário para se tornar um empreendedor jurídico?

Além da capacitação com cursos de especialização, listamos abaixo algumas características esperadas de um empreendedor jurídico. Acompanhe!

Assumir riscos

Como todo bom advogado, um empreendedor jurídico deve ser capaz de se colocar em situações de desafios e grandes riscos, sendo capaz de gerenciar os conflitos que possam vir a surgir, com o objetivo de alcançar os resultados esperados.

Ser eficiente

Um bom empreendedor jurídico é capaz de procurar novas formas de produzir melhor, com mais exatidão e de maneira mais rápida nos processos. Nunca se satisfaz e está sempre em busca do novo.

Proatividade

Proatividade é algo muito valorizado no empreendedorismo, portanto, é necessário se antecipar e tomar iniciativas, antes mesmo de ser solicitado.

Paixão pelo que faz

O empreendedor simplesmente ama tudo o que faz e não mede esforços para tornar seus projetos realidade.

Foco e comprometimento

Para alcançar os objetivos traçados, é preciso manter-se focado e comprometido. Somente dessa forma seu trabalho será reconhecido e também será possível oferecer uma melhor entrega aos clientes.

Como podemos perceber, os empreendedores são fundamentais para a consolidação das ações planejadas e já executadas, como também são responsáveis pela implantação de novas ideias e projetos dentro de uma organização.

Assim, o empreendedorismo jurídico tem no Compliance um forte nicho de mercado. O profissional de direito que investir nessa área de atuação terá os recursos necessários para o seu desenvolvimento como empreendedor nas empresas. É preciso trabalhar outras competências para transmitir segurança. Somente dessa forma as pessoas passarão a acreditar nas ideias propostas.

Quando o empreendedor jurídico consegue alcançar esse estágio, muitas novas portas se abrem, interna ou externamente, já que compliance é algo indispensável nos dias atuais independentemente do porte ou da atividade econômica do negócio.

Isso porque, um bom trabalho de empreendedorismo jurídico, tendo como base o Compliance, pode auxiliar as companhias a alcançarem um programa efetivo, suportado por um profundo conhecimento jurídico, que pode vir tanto de um profissional do departamento jurídico da empresa, como de um advogado consultor externo.

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Com a falta de profissionais especializados, essa pode ser uma excelente oportunidade para quem deseja investir na carreira e no futuro.