Estrutura Integrada do COSO 2013: Um Guia de Implementação para a Indústria de Prestadores de Serviços de Saúde.

Em meio ao escrutínio das autoridades internacionais, das complexidades cada vez maiores nas operações e regulamentações ao redor do mundo, as organizações de saúde enfrentam desafios únicos relacionados ao projeto e à operação de controles internos. Em resposta, o Comitê de Organizações Patrocinadoras da Comissão Treadway (COSO), em colaboração com Crowe LLP e CommonSpirit Health, publicou novas orientações: “Estrutura Integrada do COSO 2013: Um Guia de Implementação para a Indústria de Prestadores de Serviços de Saúde”.

O guia apresenta as organizações de saúde para o amplamente utilizado “Controle Interno – Estrutura Integrada” do COSO e fornece um roteiro para ajudar a fortalecer suas estruturas gerais de governança e controle interno, bem como avaliar sua eficácia.

O Framework 2013 é uma abordagem flexível, confiável e econômica para o projeto e avaliação de sistemas de controle interno para organizações que buscam alcançar objetivos operacionais, de conformidade e de relatórios.  Este guia pode ser aplicado independentemente do tamanho ou tipo da organização: empresas públicas, empresas de capital fechado, entidades sem fins lucrativos e entidades governamentais.

O COSO fornece um roteiro para a construção de uma base fundamental de controle interno, como objetivo de garantir que os riscos assumidos por uma organização sejam monitorados e mitigados por meio de decisões corporativas sólidas. As organizações de saúde que adotam formalmente o 2013 Framework podem obter inúmeros benefícios, incluindo, entre outros. os seguintes:

  • Priorizar e trazer foco para os processos de gerenciamento que têm maior probabilidade de causar impacto em metas e objetivos significativos;
  • Reavaliar e fortalecer a estrutura de controles internos, particularmente no nível da entidade;
  • Identificar lacunas de controle interno para correção garantia de relatórios;
  • Identificação de oportunidades para simplificar controles e reduzir ineficiências e redundâncias;
  • Avaliar áreas importantes de conformidade, como a redução e dissuasão de fraudes ou a proteção de informações de saúde;
  • Avançar e alinhar o gerenciamento de riscos corporativos (ERM) com controle interno governança corporativa;
  • Proporcionar a capacidade de integrar requisitos de conformidade ao controle interno;
  •  Melhorar a prestação de serviços de saúde por meio de aplicativos de controle interno uniformes;
  • Permitir que prestadores de serviços relevantes (por exemplo, auditores externos, parceiros) aumentem a dependência do controle interno da entidade;
  •  Melhorar a capacidade da organização de gerenciar mudar;
  •  Abordar ameaças constantes de segurança cibernética.

Concluindo, as organizações de saúde podem aplicar o 2013 Framework para fortalecer a estrutura de controle interno, otimizar a eficácia de seus ambientes de controle e melhorar a eficiência de suas funções de governança, conformidade, operações, gerenciamento e garantia, independentemente do tamanho da organização. O foco no fortalecimento dos principais controles na estrutura de controle existente de uma organização é vital no cenário de rápida mudança do setor de saúde. Recomenda-se, portanto, que todas as organizações de saúde avaliem seus riscos e controles-chave para determinar possíveis lacunas que possam exigir mudanças nas políticas e procedimentos, estrutura de governança e supervisão do gerenciamento.”

Baixe aqui o documento em PDF:“Estrutura Integrada do COSO 2013: Um Guia de Implementação para a Indústria de Prestadores de Serviços de Saúde” .

 

*Patricia Punder é advogada experiente, com de 20 anos de prática, incluindo 10 anos com foco exclusivo em Compliance. Profissional certificada internacionalmente pela ECOA – Ethics & Compliance Office Association e Fordham University e nacionamente, pela CPA – LEC. Possui sólida experiência na implementação de programa de Compliance em empresas no Brasil e no exterior, inclusive atuou em empresas internacionais  que foram foco de investigação pelo Departamento de Justiça dos Estados. Responsável por lidar com autoridades internacionais como o FBI, a INTERPOL e a Política Federal Brasileira durante operação de combate de cartel no Bradil. Professora do curso de pós graduação em Gestão de Riscos de Fraudes e Compliance na FIA e LEC. Constantemente convidada para palestrar sobre diversos temas de Compliance, inclusive em Washington em 2016. Recebeu premiação como uma das 20 profissionais mais admiradas e destacadas em Compliance no Brasil pela LEC em 2018.

Imagem: Freepik

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