Qual o futuro da advocacia? Saiba o que esperar da área

O futuro da advocacia tem sido um tema bastante discutido pelos profissionais de direito, principalmente quando o assunto é Advocacia 4.0, Inteligência Artificial e Blockchain. Esses termos remetem a muitas previsões sobre o setor e também revelam uma certa ansiedade dos profissionais.

Isso porque as possibilidades advindas da tecnologia são muitas e, talvez por isso, a maioria dos advogados não consiga visualizar que o futuro, na verdade, já chegou e é agora! 

No entanto, as possibilidades de inovação na área jurídica não param por aí e vão além da tecnologia. A área de Compliance nas empresas é um exemplo de como o mercado tem se transformando.

Neste post trazemos para você as novidades do futuro da advocacia e o que esperar da área. Acompanhe!

Qual a importância de entender sobre o futuro da advocacia?

Você já se deu conta de que, nos últimos anos, com a chegada de novos advogados ao mercado, a tecnologia avançou bastante os processos, contribuindo para a aceleração da modernização do setor?

Intimações enviadas por WhatsApp, processos e peticionamentos eletrônicos, além do surgimento de vários programas e também aplicativos são exemplos de fatos recentes que já fazem parte da rotina jurídica. Estar atualizado sobre as novidades do futuro da advocacia garante ao profissional da área grande vantagem competitiva, pois mostra para os seus pares e clientes que você é um profissional antenado e preparado para acompanhar as tendências e novidades de seu tempo.

Quais são essas tendências e novidades? 

Para você entender melhor sobre as mudanças do setor, a seguir separamos as principais mudanças no futuro da advocacia. Acompanhe!

Inteligência artificial

Como vimos no início deste post, algumas novidades do futuro da advocacia são a Inteligência artificial, Blockchain e Advocacia 4.0. Somam-se a elas o Legal Analytics, Machine Learning e Internet das Coisas. Todas essas soluções prometem melhorar a eficiência e, consequentemente, a entrega dos serviços advocatícios.

Diante dessa realidade, o advogado assume papéis mais estratégicos ao contar com a ajuda de ferramentas tecnológicas, como os robôs, para executar atividades mais operacionais, a exemplo de alguns dos processos trabalhistas. Com esse auxílio é possível identificar processos que se assemelham e, assim, protocolá-los para fazer uma petição automatizada, sem a necessidade de envolvimento do profissional jurídico.

Nesse cenário, a automação ganha força nas atividades de gerenciamento no que diz respeito à rotina do escritório ou do departamento. Isso porque a tecnologia permite acesso às jurisprudências, publicações e possibilita a avaliação de informações internas, para o melhor aproveitamento das atividades da área jurídica.

Tecnologia cada vez mais presente

Como você pode perceber a tecnologia já chegou,  trazendo muitas vantagens: diminui distâncias, acelera processos, além de, em muitos casos, reduzir despesas. A tecnologia móvel é um exemplo de grande diferencial para todos os profissionais que pretendem acompanhar o futuro da advocacia.

A tecnologia proporcionou o trabalho à distância, que é um grande marco, e um passo relevante para os escritórios mais conservadores que romperam seus paradigmas e começaram a enxergar nessa facilidade uma forma de aumentar a produtividade, sem perder o controle do time e das atividades.

Assim, softwares e aplicativos facilitam a rotina do advogado, que agora passa a ser multitarefa de onde quer que esteja — no escritório, fórum, aeroporto, em casa ou em qualquer lugar do mundo! Tudo isso permite ao advogado uma rotina menos burocrática e mais flexível.

Desenvolvimento de novas competências

Com tantas novidades e modificação dos cenários, não é difícil imaginar que o profissional de direito, principalmente os mais antigos na profissão, tiveram que se adaptar e abraçar várias novidades (entre elas a tecnologia), desenvolvendo, para isso, novas competências — não só técnicas, mas também comportamentais.

Para os advogados que trabalham no ambiente corporativo, por exemplo, as competências que passaram a ser valorizadas são as que seguem abaixo:

  • dinamismo;

  • senso de dono;

  • visão de negócio;

  • perfil empreendedor;

  • perfil colaborativo para criar novas soluções/produtos.

  • antecipação às necessidades do cliente.

Ademais, no futuro da advocacia, o trabalho do profissional será muito mais colaborativo. Isso porque o exercício da profissão não deve sofrer mudanças drásticas, mas existirá uma transformação, daqui por diante, no que se refere a como os serviços jurídicos serão prestados.

Nesse cenário, os advogados estarão cada vez mais em contato com os gestores de projetos e a área de tecnologia da informação, para ajudar a criar soluções que sejam capazes de alcançar as expectativas dos clientes e gerar valor para o negócio.

Especialização em Compliance

A especialização em Compliance é uma das áreas mais prósperas do direito atualmente, e, com certeza, faz parte do futuro da advocacia. Afinal, é uma grande preocupação das empresas estarem em dia com o cumprimento de normas e a adoção de processos éticos de trabalho, principalmente depois que entrou em vigor a Lei 12.846/13 — conhecida como Lei Anticorrupção ou Lei da Empresa Limpa.

Desse modo, a grande demanda por profissionais jurídicos especializados reforça as oportunidades de novos negócios nessa área. Os compliance officers não são necessariamente profissionais de direito, mas não há dúvidas de que estes têm a vantagem de dominarem o arcabouçou legal com maior familiaridade e, em alguns mercados, especialmente os mais regulados, serem mais requisitados para atuar em compliance.

Como vimos, o profissional atento ao futuro da advocacia deve ser capaz de atualizar seu repertório, contando com a tecnologia e selecionando a ferramenta mais adequada ao foco de seus clientes. Assim, ficar atento às competências exigidas para o novo perfil profissional é indispensável para garantir a permanência no mercado.

A área de Compliance Corporativo também traz grandes oportunidades para o futuro da advocacia, pois as empresas estão atentas à Lei Anticorrupção Brasileira, que afeta de forma direta todas as empresas que atuam em território nacional. 

É como se uma nova área do direito tivesse surgido repentinamente, há poucos anos, expondo um mercado de alta demanda e baixa disponibilidade de especialistas qualificados. Compliance é ainda mais do que isso, na medida em que extrapola (e muito) os conhecimentos típicos transferidos a um aluno na academia clássica de direito.

Logo, é preciso investir na especialização e se manter atento às novidades que surgem, acompanhando as tendências do setor. Além disso, é fundamental fazer a gestão do seu negócio de forma eficaz, com atenção, principalmente, às oportunidades que circundam a esfera do Compliance Empresarial.

Como podemos perceber, o futuro da advocacia traz grandes desafios para os profissionais da área, mas é possível vencê-los com preparação e estudo. Lembre-se que somente dessa forma será possível liderar as mudanças da sociedade!

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